quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Presidente do Irão reitera que não desistirá de programa nuclear

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, reiterou hoje que não voltará atrás em seus planos atómicos e qualificou de "traidores" os iranianos que são contra sua política nuclear.
"O povo do Irão não voltará atrás e não permanecerá com os braços cruzados", disse Ahmadinejad num discurso a estudantes iranianos na Universidade de Ciência e Indústria de Teerão, segundo a agência iraniana Irna.
A advertência do presidente iraniano coincide com uma declaração do chefe do influente Conselho de Especialistas, Hashemi Rafsanjani, na qual destacava que "a região passa por momentos difíceis" e pedia aos iranianos para "ficarem atentos", em aparente alusão à tensão devido ao programa iraniano.
"Se as pessoas que estão no interior [do Irão] não deixarem de pressionar, faremos o povo saber o que estão a fazer", disse Ahmadinejad.
"Algumas pessoas influentes tentam pressionar um juiz para que declare inocente um espião (...), o povo não permitirá que essas pessoas salvem os criminosos do castigo da Justiça", acrescentou o líder iraniano, sem dar detalhes.
No entanto, Ahmadinejad prometeu que, "após acabar com o tema do caso nuclear (iraniano), descobriremos essas pessoas".
As advertências do dirigente iraniano ocorrem depois das recentes informações sobre possíveis divergências dentro do Executivo de Teerão sobre a política nuclear de Ahmadinejad, que foram desmentidas pelo governo iraniano.
O dirigente iraniano afirmou várias vezes que não renunciará às actividades nucleares de seu país, especialmente o enriquecimento de urânio, e afirmou recentemente que o país dispõe de 3.000 centrífugas.
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In:

Médio Oriente - Egito descobre 60 túneis usados no tráfico de armas para Gaza

O Egipto descobriu 60 túneis em sua fronteira com a faixa de Gaza e apreendeu cerca de 20 toneladas de explosivos na península do Sinai nos últimos dez meses, segundo um relatório de segurança egípcio ao qual a agência de notícias Associated Press teve acesso nesta terça-feira.
O relatório, que fornece detalhes sobre túneis, contrabando de armas e prisões de suicidas em potencial, tem como objectivo rebater as críticas de Israel de que o Egipto não está fazendo o suficiente para reprimir contrabandistas palestinos, afirmou uma autoridade de segurança egípcia.
A autoridade, que falou em condição de anonimato pois não estava autorizado a discutir o assunto com a imprensa, não especificou se o relatório será divulgado ao público.
O documento descreve cada túnel em detalhes, com o registro da profundidade, largura, distância da fronteira e nomes dos donos das propriedades onde se encontravam. Diversas entradas de túneis foram cavadas dentro de casas particulares no lado egípcio da fronteira.
Explosivos
Além de 20 toneladas de dinamite, as autoridade egípcias apreenderam minas, detonadores, granadas e munição, além de outros bens de consumo contrabandeados à cada vez mais isolada faixa de Gaza, assim como cigarros, peças de carros e remédios.
Os explosivos foram encontrados principalmente em sacolas plásticas e escondidos em regiões montanhosas do Sinai, onde tribos beduínas têm um papel chave em auxiliar as autoridades a encontrar os esconderijos dos contrabandistas, diz o relatório.
O documento também dá detalhes das prisões de três grupos de palestinos neste ano, alguns dos quais foram detidos com cintos de explosivos e supostamente tinham a intenção de se infiltrar em Israel para realizar ataques suicidas.
Centenas de imigrantes de diferentes nacionalidades também foram presos enquanto tentavam chegar a Israel ou aos territórios palestinos, afirma o documento.
As fronteiras de Gaza têm ficado fechadas na maior parte do tempo desde junho, quando o grupo radical islâmico Hamas tomou o controle do território após combates com os membros do secular Fatah.
Israel se queixa do contrabando de armas e produtos através de túneis ligados ao Egipto e culpa as autoridades egípcias por não fazerem o suficiente para conter o fluxo subterrâneo na fronteira.
O Egipto rechaça as acusações, mas recentemente afirmou que fará um esforço maior para acabar com o tráfico. Autoridades agora afirmam tornar públicas todas as descobertas de túneis e apreensões de armas.
In:

Três baixas norte-americanas no Iraque

Três soldados norte-americanos perderam a vida e outros quatro ficaram feridos, vítimas de dois ataques perpetrados pelos rebeldes no Iraque.

Um comunicado difundido pelo Exército dos EUA revela que um soldado morreu esta quarta-feira durante uma operação militar desencadeada perto da cidade de Mossul, no norte do país.De acordo com o mesmo comunicado, dois outros soldados norte-americanos perderam a vida e quatro ficaram feridos numa explosão ocorrida na província de Diyala, a norte da capital iraquiana, Bagdad.

Com mais estas três baixas, eleva-se a 3.863 o total de soldados dos EUA mortos no Iraque desde o início da intervenção militar para depor o regime de Saddam Hussein, lançada em Março de 2003.

In: Correio da Manhã

FBI diz que Blackwater matou 14 iraquianos sem motivo

As primeiras conclusões de uma investigação feita pelo FBI sobre o tiroteio envolvendo a companhia de segurança privada norte-americana Blackwater, em Setembro em Bagdad, comprovam que pelo menos 14 das vítimas iraquianas foram assassinadas sem qualquer motivo.
As conclusões foram hoje revelada pelo New York Times, que citou fontes civis e militares com conhecimento do relatório preliminar do FBI, transmitido ao ministério da Justiça.
A 16 de Setembro, agentes da Blackwater que escoltavam um comboio diplomático abriram fogo em plena rua e mataram 17 civis. A empresa e seu presidente, Erik Prince, afirmaram que se tinham limitado a responder a tiros disparados contra eles.
No início de Outubro, o governo de Bagdad, que exige a saída da Blackwater do país, anunciou que uma investigação iraquiana concluiu que o comboio não foi alvo de qualquer disparo e que os agentes de segurança abriram fogo sem motivo.
Especialistas do FBI deslocaram-se então ao Iraque para conduzir sua própria investigação. Segundo o New York Times, as primeiras conclusões indicam que apenas três das vítimas, os dois passageiros de um carro que não parou a tempo e um transeunte, poderiam, eventualmente, ter parecido ameaçadores.
As outras 14 vítimas foram assassinadas numa clara violação das regras que regem a actuação dos agentes de segurança particulares no Iraque.
Muitas das vítimas foram atingidas por balas quando fugiam do local.
De acordo com o New York Times, os investigadores do FBI não encontraram qualquer prova de que o comboio tenha sido alvo de tiros, e consideram que a maioria dos agentes começaram a atirar por acreditarem que estavam a ser alvo de tiros depois de ouvirem os disparos dos seus colegas.
«Não chamaria a isso massacre», disse um alto representante do governo ao New York Times. «No entanto, dizer que foi injustificado seria um eufemismo», acrescentou.
In: DiárioDigital

domingo, 11 de novembro de 2007

Rússia: tripulações dos navios ignoraram alertas

Seis afundaram-se e há dois em risco. Dois mortos e 23 desaparecidos.
As autoridades russas acusaram as tripulações dos navios apanhados pelo mau tempo de não terem cumprido os alertas dos serviços de metereologia.
«Os acidentes hoje registados deveram-se, segundo tudo indica, ao facto de as tripulações dos navios terem desprezado os avisos de temporal que foram enviados durante todo o dia de sábado», declarou à agência Ria-Novosti um alto funcionário do Ministério para as Situações de Emergência da Rússia.
Entretanto, as autoridades russas prevêem que o temporal em terra e forte ondulação no mar continuarão nas próximas 24 horas. As rajadas de vento poderão atingir os 150 km/h e as ondas terão quatro a cinco metros de altura.
Recorde-se que ventos e ondulação fortes no Mar Negro afundaram, durante todo o dia de hoje, seis navios, enquanto outros dois continuam em situação crítica. O Ministério para as Situações de Emergência da Rússia fala da «maior catástrofe» nos mares Negro e Azov.
Na madrugada de Domingo, o patroleiro «VolgaNetf-139» partiu-se em duas partes, derramando parte significativa das 4.000 toneladas de óleo combustível que transportava. A tripulação está a salvo.

Leia mais em:
Rússia: tripulações dos navios ignoraram alertas

Paquistão - Musharraf anuncia eleições para Janeiro

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, anunciou este domingo que as eleições legislativas devem decorrer antes de 9 de Janeiro de 2008.
Em conferência de imprensa, o Chefe de Estado declarou que o Parlamento Nacional será dissolvido na quinta-feira, 15 de Novembro, medida necessária para que as eleições possam decorrer dentro de 45 a 60 dias.
No entanto, cabe à Comissão Eleitoral “determinar a data exacta”, disse Musharraf.
O presidente paquistanês prometeu novamente renunciar ao cargo de Chefe das Forças Armadas antes de iniciar um novo mandato presidencial.
Quanto ao estado de emergência, decretado a 3 de Novembro, Musharraf afirmou que o decretou para “salvar o processo democrático” e que esta doi a “decisão mais difícil que já tomou”.

FORÇAS DE SEGURANÇA PROTEGEM BHUTTO

As forças de segurança paquistanesas ocuparam o aeroporto de Lahore, onde a ex-primeira ministra Benazir Bhutto é esperada num voo proveniente de Islamabad.
“Não deixamos entrar ninguém que não seja pessoal da segurança e estamos a fazer todos os esforços para que não haja um atentado”, disse um oficial da polícia.

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In:CorreiodaManhã

sábado, 10 de novembro de 2007

Melgaço: helicóptero despenha-se

Estava a combater incêndio em Parado do Monte. Piloto morreu após o aparelho se ter despenhado. Causas do acidente ainda não são conhecidas. PDiário está a acompanhar o caso.
Há dois fogos activos no Parque Natural da Peneda Gerês e mais de 100 bombeiros dominaram outros quatro incêndios que deflagraram em Armada, Castanheira, Várzeas e Quinta de Fornelos
O piloto de um helicóptero que hoje combatia um incêndio em Parada do Monte, Melgaço, morreu após o aparelho se ter despenhado, por causas ainda desconhecidas, informou à Lusa a Autoridade Nacional de Protecção Civil.
O acidente deu-se cerca das 14:30. O helicóptero tinha base em Fafe, distrito de Braga.
In: PortugalDiário

Iraque: dez mortos em ataques nas últimas horas

Quatro chefes tribais morreram num atentado suicida em Baqouba.
Pelo menos dez pessoas, quatro das quais chefes tribais, foram mortas nas últimas horas em vários ataques da rebelião em Bagdad e Diyala, informaram hoje fontes policiais.
Quatro xeques da tribo Abeid morreram sexta-feira num atentado suicida em Baqouba, capital da província de Diyala, informaram os serviços de segurança locais.
Na explosão ficou ferido o vice-presidente do Conselho para a Salvação de Diyala, congregação de clãs locais que se uniram para lutar contra a Al-Qaida e os grupos armados na província, com os quais se confrontam de forma tenaz.
As fontes indicaram que o suicida fez explodir um colete de explosivos que transportava preso ao corpo na casa do xeque Faiz al-Abeidi, na localidade de Duchma, atentado em que também foram feridas três outras pessoas.
Além disso, dois civis perderam a vida e sete foram feridos hoje na zona oriental de Bagdad, quando um engenho artesanal explodiu à passagem de um pequeno autocarro no bairro de Al Baladiat.
Este ataque tinha por alvo uma patrulha da polícia, referiram as mesmas fontes, indicando que a explosão ocorreu às primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura, causando também danos em vários outros veículos.
Em Bagdad, a explosão de uma bomba contra uma patrulha que passava perto de uma estação de combustíveis causou três feridos civis no bairro de Al Quilani, no centro da cidade.
Por outro lado, um engenho artesanal explodiu sexta-feira à passagem de uma patrulha da polícia de fronteiras na província de Diyala, causando dois mortos.
Na povoação de Al Saadiya, a uma centena de quilómetros a nordeste de Baqouba, a explosão de um a bomba artesanal à passagem de uma outra patrulha da polícia pôs termo à vida de um agente e feriu três.
Estas vítimas somam-se às sete pessoas que morreram sexta-feira num confronto entre um grupo de homens armados e os habitantes de uma localidade da província de Diyala.

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Iraque: 2007 é o ano mais mortífero para os EUA
Soldados turcos libertados
In: PortugalDiário

Afeganistão - Seis soldados dos EUA e três afegãos mortos

Afeganistão: militares foram embocados. Oito norte-americanos e 11 afegãos ficaram feridos.
Seis soldados norte-americanos e três afegãos foram mortos sexta-feira numa emboscada no leste do Afeganistão, anunciou hoje a Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) em Cabul.
Os soldados regressavam de uma reunião com líderes de uma aldeia na província de Nuristan, sexta-feira à tarde, quando ocorreu o ataque, disse um porta-voz da ISAF, o tenente-coronel David Accetta.
«Foram atacados simultaneamente a partir de várias posições do inimigo. Foi uma emboscada complexa», afirmou o militar.
Segundo a mesma fonte, oito soldados norte-americanos e 11 afegãos ficaram feridos.
O porta-voz da ISAF acrescentou que se trata do ataque contra forças norte-americanas com mais vítimas ocorrido este ano no Afeganistão.
In: PortugalDiário

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Combates no norte do Sri Lanka

Confrontos registados na península de Jaffna entre soldados do Exército do Sri Lanka e os rebeldes dos Tigres de Libertação da Eelam Tamil (LTTE) causaram pelo menos 36 mortos, revelou esta quarta-feira uma fonte militar.
De acordo com esta mesma fonte, o Exército abateu 30 rebeldes independentistas, tendo sofrido seis mortos e cerca de 25 feridos durante os combates ocorridos no norte da ilha.
Os separatistas dos Tigres de Libertação da Eelam Tamil lutam desde 1983 pela independência do norte e nordeste do Sri Lanka, uma luta que já causou mais de 70 mil mortos, 5.000 dos quais desde o início do ano passado.
In: Correio da Manhã

Irão critica Interpol por ordenar captura de 5 iranianos

O Irão condenou hoje a decisão da Interpol de confirmar as ordens de captura contra cinco iranianos e um libanês alegadamente envolvidos no atentado de 1994 contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em Buenos Aires, que matou 85 pessoas.
«Esta decisão carece de fundamentos, pois baseia-se nas ordens emitidas pelo organismo judicial argentino contra alguns cidadãos iranianos», disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Mohamad Ali Hosseini, segundo a agência de notícias iraniana Mehr.
«Apesar de a decisão não significar que a Interpol apoia as alegações argentinas, ela não deveria prejudicar a sua imagem perante a opinião pública mundial por estar submetida à vontade política da entidade e de algumas potências arrogantes», acrescentou.
Hosseini referiu-se às «pressões exercidas pela entidade sionista (Israel) e pelos EUA sobre o Governo e o Poder Judiciário argentinos». Insistiu ainda que a decisão «tem objectivos políticos, é contraditória em relação às leis internacionais e é completamente inaceitável».
A decisão foi adoptada pela assembleia geral da Interpol durante a reunião desta semana em Marrocos, um ano depois de um juiz argentino ter ordenado a captura internacional de um libanês e oito iranianos - incluindo o ex-presidente Hashemi Rafsanjani.
In: DiárioDigital

SIS e PJ seguem entre 20 a 30 pessoas ligadas ao terrorismo


Entre 20 a 30 pessoas com perfil semelhante ao argelino Samir Boussa - detido anteontem, no Porto, no âmbito de uma operação internacional antiterrorista desencadeada pela Polícia de Milão e em prisão na cadeia de alta segurança de Monsanto (Lisboa) - estão a ser seguidos e acompanhados por agentes do SIS e da Polícia Judiciária (PJ).
A garantia é dada na edição desta quinta-feira do Jornal de Notícias, que assegura que, tal como Samir, estes indivíduos têm ligações a grupos conotados por várias polícias da Europa com actividades terroristas.
Entretanto, a Polícia italiana acredita, também segundo o JN, que as detenções efectuadas, anteontem, em Portugal, em França, em Reino Unido e, sobretudo, em Itália, desarticularam uma rede que operava na área da logística do terrorismo da al-Qaeda - recrutamento de suicidas e posterior envio para o Afeganistão e Iraque -, embora existiam, ainda, por executar quatro mandados internacionais de detenção.
Contrabando e falsificação de documentos eram as principais actividades exercidas pelos detidos, tendo em vista o financiamento de acções terroristas.
Samir Boussa e um seu irmão chegaram a integrar o Grupo Salafista pela Pregação e Combate (GSPC), organização que uniu várias redes estabelecidas em todo o Norte de África e que, já este ano, assumiu a denominação de al-Qaeda do Magrebe. O certo é que tanto o SIS como a PJ verificaram que Samir tinha bastantes contactos internacionais.
As autoridades portuguesas passaram a vigiar as movimentações de Samir Boussa em 2004, depois de ter mantido contactos com 11 magrebinos que foram detidos numa pensão do Porto, na altura do arranque do Euro 2004.
Estes magrebinos estavam associados ao Hofstadt, grupo fundamentalista com base na Holanda cujos membros são, na maioria, magrebina.
O grupo está também ligado ao assassinato do cienasta holandês Van Gogh, sendo que foi através de escutas telefónicas, tal como o contrabando que fazia, que se estabeleceu a relação entre Samir Boussa e os restantes indivíduos detidos anteontem.
A operação, desencadeada por ordem do Ministério Público de Milão, baseia-se na ligação dos detidos com a célula radical Liguria, desactivada em 2002 e reactivada em 2004.
A célula, que tinha a função logística atrás referida no quadro das operações da rede de Osama bin Laden, ficou desmembrada.
In: DiárioDigital

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

«Portugal é utilizado para angariar terroristas»

General Loureiro dos Santos admite que país tem papel importante.
A recente detenção de um alegado extremista islâmico no Porto suscitou o debate sobre a hipótese de Portugal estar sob ameaça terrorista. Em declarações ao «Via Porto» do Rádio Clube, o General Loureiro dos Santos admitiu que Portugal pode estar a servir de local de angariação de pessoas para incorporarem organizações terroristas.
«É muito provável que o nosso espaço está a ser utilizado para angariar membros para organizações terroristas», frisou, referindo-se ao argelino detido e que vai ser extraditado para Itália num prazo máximo de 10 dias.
Apesar desta acção, que envolveu meios internacionais, Loureiro dos Santos considera que os perigos continuam a existir: «O facto dessa pessoa ter sido detida não me descansa, porque pode haver outras pessoas que estão a fazer coisas semelhantes».


In: PortugalDiário

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Polícia usa Ozzy Osbourne para apanhar criminosos

Mais de 30 procurados pela justiça caíram na armadilha, sendo capturados ao chegar à «festa»
Sem pedir autorização ao músico, a polícia fingiu estar a organizar uma festa na cidade de Fargo, no Estado de Dakota do Norte, em que o cantor seria um dos convidados.
As autoridades enviaram convites para os 500 homens mais procurados pela Justiça. Mais de 30 caíram na armadilha e compareceram à «festa», tendo sido imediatamente detidos.
O cantor inglês Ozzy Osbourne sente-se insultado pela polícia dos Estados Unidos, pois considera que esta usou o seu nome sem permissão associando-o ao mundo do crime, visto que a operação tinha como objectivo prender pessoas procuradas pela Justiça.
Segundo os criadores da armadilha, o vocalista dos Black Sabbath iria fazer por essa altura um concerto num ginásio local, pelo que se justificava a presença de Ozzy Osbourne na dita festa.
O delegado do condado onde tudo aconteceu, Paul Laney, disse que não teve a intenção de «desrespeitar o senhor Osbourne ou o seu espectáculo».
Já Osbourne diz que «é um insulto para mim e para os meus fãs e mostra como este delegado é preguiçoso no seu trabalho».
In: PortugalDiário

Extremista islâmico enviado para Itália

O Tribunal da Relação do Porto deferiu esta terça-feira o pedido da Justiça italiana para que lhe seja enviado o extremista islâmico detido esta manhã, referiu ao PortugalDiário fonte deste tribunal.
As autoridades têm agora até dez dias para cumprir a decisão do tribunal. O suspeito ficará detido no Estabelecimento Prisional de Monsanto, o único de alta segurança no país, até ser entregue, adiantou outra fonte ligada ao processo.
Refira-se que o cidadão argelino foi detido esta manhã, no Porto, por suspeita de terrorismo internacional, imigração ilegal e contrabando e deverá agora ser enviado para Itália a fim de responder perante a justiça daquele país.
O extremista islâmico deixou o Tribunal da Relação do Porto perto das 17:30, na companhia da PJ e deverá aguardar detido em Monsanto a entrega às autoridades italianas.
Chegou ao tribunal algemado por volta das 15:50 e foi ouvido por um juiz desembargador, na presença de um procurador-geral adjunto e de uma defonsora oficiosa.
Em conferência de imprensa, realizada esta manhã, em Lisboa, o coordenador da Direcção Central de Combate ao Banditismo, Luís Neves, explicou que a operação que levou à detenção do cidadão argelino teve a colaboração «dos vários serviços de segurança» e ocorreu no seguimento de um mandado de detenção europeu, emitido pelas autoridades italianas, com vista à extradição do suspeito.
Luís Neves referiu ainda que este «se encontra há três anos em Portugal e tem documentos que lhe permitem estar no espaço Shenghen». Referiu ainda que a operação «foi marcada à última hora» e que durante a sua preparação as autoridades portuguesas «mantiveram vários encontros operacionais».
In: PortugalDiário

Capturado líder de organização radical Estado Islâmico Iraque

Tropas iraquianas capturaram no norte do Iraque um importante líder da organização radical Estado Islâmico do Iraque, ligada à rede terrorista Al Qaeda.
O chefe extremista foi aprisionado na região de Al-Hauiya, perto da rica cidade petrolífera de Kirkuk (250 quilómetros a norte de Bagdad).
O grupo Estado Islâmico do Iraque, cujas operações armadas se centram especialmente nas províncias do centro e do oeste do Iraque, assumiu a autoria de uma série de atentados e ataques contra as forças de segurança iraquianas e as tropas norte-americanas.

In:DiárioDigital

Afeganistão: ataque suicida mata cem pessoas

Atentado atingiu delegação de parlamentares que visitava uma cidade
Um ataque suicida matou pelo menos cem pessoas, pertencentes a uma delegação de parlamentares que visitavam a cidade de Baghlan, no norte do Afeganistão, informa a BBC, citando fontes do hospital local.
«Os corpos de 90 pessoas foram trazidos ao hospital até agora, e 50 pessoas estão feridas», disse à Reuters o director do hospital de Baghlan, Dr. Khalilullah. Esta agência aponta para a existência de sessenta mortos confirmados. Cinco parlamentares, incluindo o porta-voz da oposição Mostafa Kazemi, estão entre os mortos no ataque, disse o governador da Província. O chefe da inteligência de Baghlan, Abdurrahman Sayedkhail, disse que a quantidade de vítimas era tão grande que não conseguia precisar um número de mortos definitivo.

In: PortugalDiário

Terrorismo: Homem de origem magrebina foi detido no Porto

Um homem de origem magrebina foi hoje detido no Porto por suspeita de terrorismo internacional, imigração ilegal e contrabando, no âmbito da operação antiterrorista desencadeada hoje em Itália, anunciou a Polícia Judiciária.
O suspeito foi detido às 9:00 e deverá ser ouvido, hoje ou quarta-feira, no tribunal da relação do Porto para primeiro interrogatório judicial, esclareceram, em conferência de imprensa, o coordenador da Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB), Luís Naves, e dois directores nacionais adjuntos da Directoria da PJ de Lisboa.
O suspeito foi detido no âmbito da operação antiterrorista desencadeada hoje em Itália e que envolveu ainda a França e o Reino Unido.
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, tinha já confirmado que um dos indivíduos procurados, no âmbito da operação antiterrorista lançada em Itália, era referenciado em Portugal.
Falando no Porto, à margem do primeiro exercício de equipas de intervenção rápida nas fronteiras - que decorreu esta manhã no aeroporto Francisco Sá Carneiro - o ministro escusou-se a adiantar mais pormenores sobre aquela operação.
Segundo o canal de informação italiano Sky-TG24, Portugal é um dos países, juntamente com a França e o Reino Unido, envolvidos numa operação antiterrorista lançada hoje em Itália por ordem do Ministério Publico de Milão.
A operação, que visa cerca de 20 pessoas acusadas de terrorismo internacional, foi levada a cabo no norte de Itália e estendeu-se a vários países entre os quais Portugal, França e Reino Unido, refere a Sky.

Leia também:
Itália: Maioria dos suspeitos de terrorismo são tunisinos
Portugal com «casos pontuais» de deslocação de extremistas

In: Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Angola - Polícia desmantela exército privado que actuava em Luanda

A polícia angolana anunciou hoje ter desmantelado um exército privado que actuava em Luanda, numa operação que permitiu a detenção do seu líder e de cerca de meia centena de elementos que integravam aquela força paramilitar ilegal.

A operação policial, hoje divulgada pela Polícia Nacional, decorreu sexta-feira e sábado, na sequência de uma investigação iniciada há cerca de dois meses.
«A 09 de Setembro foi detido um indivíduo que usava uniforme militar, tendo as forças de segurança sido alertadas pelo facto de não estar a usar correctamente o uniforme», disse à Lusa o porta-voz da polícia, Divaldo Martins.
Segundo este responsável policial, o indivíduo detido «era portador de um passe das denominadas Forças Armadas Estratégicas de Segurança de Angola», instituição que não existe no país.
Na sequência desta detenção, teve início uma investigação que culminou com a detenção de um homem de 54 anos, identificado como Martinho Ngola, também conhecido como 'Lacrau Ngola Yetu', que é o presumível líder deste exército privado.
Martinho Ngola foi detido no município de Viana, arredores de Luanda, onde estava localizada a sede deste grupo armado, que também tinha instalações do município do Cacuaco, a norte da capital angolana.
Nesta operação policial, foram ainda detidos 46 alegados membros deste grupo e apreendidas várias armas de fogo.
Apesar de Martinho Ngola se intitular general e usar divisas e uniforme militar, o porta-voz policial assegurou à Lusa que ele «não pertence às Forças Armadas Angolanas (FAA)».
Divaldo Martins escusou-se a concretizar as actividades que terão sido realizadas por este grupo, mas revelou que os detidos são acusados dos crimes de uso indevido de uniforme militar, burla, associação criminosa e reunião ilegal, entre outros.
Segundo o porta-voz policial, Martinho Ngola recrutava elementos para este exército privado «prometendo a integração no Exército e na Polícia Nacional», além da garantia da integração na caixa de previdência dos militares angolanos.
In: Lusa/SOL

sábado, 3 de novembro de 2007

Paquistão em estado de emergência

Presidente suspendeu Constituição, antes de Supremo Tribunal se pronunciar sobre a validade de processo eleitoral. Edifício da mais alta instância judicial do país foi ocupada. Musharraf diz que decisão é «essencial» para manter unidade nacional. Antiga primeira-ministra Benazir Bhutto regressou ao país.
O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, afirmou hoje num discurso ao país que a instauração do Estado de Emergência é «essencial» para manter a unidade nacional face a «graves conflitos internos», cita a Lusa. «O terrorismo está no seu apogeu e o governo está paralisado pelo Supremo Tribunal», acrescentou, falando ao país através da televisão estatal, sublinhando «acreditar» que a democracia será restaurada no país após as eleições legislativas de Janeiro de 2008.
«Mas, a meu ver, digo com tristeza que alguns elementos estão a criar obstáculos no caminho para a democracia. Acredito que este caos está a ser gerado devido a interesses pessoais e com o objectivo de prejudicar o Paquistão», disse Musharraf, trajando roupas civis.
«A situação evoluiu muito rapidamente. O terrorismo e o extremismo chegaram ao seu apogeu», sublinhou, evocando a recente vaga de atentados suicidas no país que provocaram 420 mortos desde Julho último.
O Presidente paquistanês decretou hoje o estado de emergência e suspendeu a Constituição, mas o Parlamento federal e as assembleias provinciais continuaram a funcionar.

Cerco ao Supremo Tribunal
O Supremo Tribunal do Paquistão ordenou hoje o levantamento do Estado de Emergência imposto pelo Presidente Pervez Musharraf, mas o Governo rejeitou esta decisão. A Polícia cercou entretanto a sede do Supremo Tribunal que se deverá pronunciar sobre a validade da reeleição de Musharraf a 6 de Outubro e o presidente do tribunal foi colocado «sob custódia», tendo sido nomeado um seu substituto.
Benazir Bhutto regressou ao país
Entretanto, a antiga primeira-ministra paquistanesa, Benazir Bhutto, reagiu mal à instauração do Estado de Emergência no país, defendendo que «vai prejudicar o processo democrático» em curso.
Bhutto, que regressou hoje ao país logo após o anúncio da decisão de Musharraf, chegou a Carachi de avião e foi, de imediato, rodeada por um cordão de segurança policial e militar, seguindo depois para a sua residência, onde estavam já garantidas medidas de segurança idênticas.
«A menos que Musharraf volte atrás, será muito difícil que haja eleições justas», disse Bhutto à cadeia de televisão britânica Sky News, entrevistada por telefone.
«Concordo com o presidente no facto de que o país está a enfrentar uma crise política, mas acredito também que o problema é a ditadura. Não creio que a solução seja a ditadura», acrescentou.
A antiga primeira-ministra, vista por muitos dos seus apoiantes como a chave para o regresso do país à democracia, encontra-se nos Emirados Árabes Unidos a visitar a sua família.

EUA e Reino Unido preocupados
Também os Estados Unidos e o Reino Unido afirmaram estar «seriamente preocupados» com a decisão de Musharraf, apelando ambos ao regresso à normalidade constitucional e ao governo democrático.
Por seu lado, a Índia, rival nuclear vizinha do Paquistão, foi mais moderada a reagir, desejando que a tensão «diminua» e afirmando «lamentar os tempos difíceis» que o país enfrenta e que «espera um regresso à normalidade».
A administração norte-americana de George W. Bush, que tem em Musharraf um aliado chave na sua luta global contra o terrorismo, indicou estar «profundamente perturbada» com a decisão do presidente paquistanês.
«Os Estados Unidos já deixaram claro que não apoiam medidas extra-constitucionais, porque elas levam o Paquistão para fora do caminho da democracia», disse hoje a secretária de estado norte-americana, Condoleezza Rice.
Em Londres, as autoridades britânicas consideraram já a decisão de Musharraf como um «grande revés para a democracia».

In:PortugalDiário

Novas suspeitas sobre currículo de Sócrates

O currículo académico de José Sócrates poderá ser alvo de nova investigação, se assim o decidir o Procurador-Geral da República. Segundo noticia a edição de hoje do semanário Expresso, as novas suspeitas remontam à candidatura do primeiro-ministro a uma pós-graduação no ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa) e foram levantadas por José Maria Martins, advogado de António Balbino Caldeira, autor do blogue http://doportugalprofundo.blogspot.com/ e arguido num processo aberto por uma queixa de Sócrates.
De acordo com o Expresso, José Maria Martins alega que José Sócrates, quando se candidatou à pós-graduação do ISCTE, terá incluído no currículo a prática de funções de engenheiro civil na Câmara da Covilhã, entre 1981 e 1987. O advogado disse, citado pelo semanário, que este é «um facto falso» e que, sendo o currículo um dos critérios de admissão ao curso, foi utilizado de forma a induzir o instituto de que seria engenheiro civil.
O Expresso refere ainda que num despacho de 16 de Outubro, Cândida Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), deferiu a extracção de uma certidão relativa ao crime de falsificação de documentos e que esta decisão foi remetida para o PGR.
Uma fonte do Ministério Público, consultada pelo Expresso apontou, contudo, que a decisão da directora do DCIAP não significa que existam indícios para que seja iniciada uma investigação.
A Procuradoria-Geral da República disse ao Expresso ainda não ter recebido qualquer despacho de Cândida Almeida, recusando por isso qualquer comentário adicional ao caso.
António Balbino Caldeira foi constituído arguido depois de José Sócrates ter apresentado queixas sobre alusões a um centro de comando e controlo dos media e sobre referências ao MBA do primeiro-ministro.


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In:Portugal Diário

Afeganistão: Um holandês morto e dois feridos por bomba

Um soldado holandês foi morto e dois outros feridos hoje no Afeganistão pela explosão de uma bomba à passagem do veículo em que circulavam na província de Oruzgan, no sul do país, informaram os serviços de segurança.
Membro da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF), sob comando da NATO, Ronald Groen, 21 anos, morreu durante um patrulhamento quando viajava num veículo blindado atingido perto de Puntjak.
Trata-se do décimo primeiro militar holandês morto no âmbito da operação de estabilização do Afeganistão, na qual a Holanda participa com cerca de 1.800 efectivos.
Os dois feridos, um sargento e um soldado, encontram-se em estado «estabilizado» e foram transferidos para o campo militar holandês de Tarin Kowt.
Não foram divulgados detalhes sobre o incidente.
Apenas no ano em curso morreram no Afeganistão cerca de 5.000 pessoas vítimas de actos de violência.
O balanço do número de soldados estrangeiros mortos no Afeganistão, na sua maioria em combate, é actualmente semelhante ao do ano passado, 191 vítimas.
Cerca de 55.000 soldados estrangeiros combatem no Afeganistão a insurreição dos talibãs, afastados do poder no final de 2001 por uma coligação militar internacional que apoia as forças afegãs.
Diário Digital / Lusa

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

IRAQUE - 500 mortos em Outubro, dos balanços mais baixos dos últimos anos


Pelo menos 554 iraquianos foram mortos durante o mês de Outubro em ataques e actos de violência confessional, um dos balanços mais baixos dos últimos dois anos, segundo estatísticas de três ministérios iraquianos. A violência conheceu o seu apogeu em Janeiro de 2007 com 1.992 mortes.
Estes dados dos ministérios do Interior, da Defesa e da Saúde mostram
que o número de mortes em Outubro foi um dos mais baixos desde que em Fevereiro de 2006 um atentado contra um mausoléu xiita desencadeou uma vaga de violência inter-religiosa no Iraque.
De acordo com os ministérios, para além desse balanço de vítimas, também
333 cadáveres foram encontrados em Outubro em todo o país, na sua maioria mortos nos meses precedentes.
O ataque contra o mausoléu xiita de Samarra, no norte do Iraque, desencadeou uma vaga de violência confessional que causou dezenas de milhares de mortes no país.
A violência conheceu o seu apogeu em Janeiro de 2007 com 1.992 mortes registadas pelos três ministérios.
Em Outubro, 425 civis, 116 polícias, e 13 soldados foram mortos, enquanto que 144 civis, 180 polícias e 39 soldados foram feridos, de acordo com os números oficiais.
Estas mortes de iraquianos totalizaram 840 em Setembro, de acordo com os três ministérios, ou seja menos de metade dos falecimentos registados em Agosto (1.770).
Norte-americanos e iraquianos anunciaram já um retrocesso da violência nos últimos meses no Iraque, o que segundo eles comprova o sucesso das ofensivas lançadas contra os rebeldes e as milícias em Bagdad e em outras cidades desde Fevereiro.

In: TSFOnline

Paquistão: Ataque suicida faz cinco mortos

Um bombista suicida fez-se explodir esta quinta-feira dentro de um autocarro, que transportava empregados da Força Aérea na província de Puinjab, no Paquistão.
Cinco pessoas morreram e pelo menos 40 ficaram feridas, de acordo com os relatos locais, que adiantam que o homem fez-se transportar numa motocicleta, antes de saltar para dentro do autocarro e deflagrar a bomba.

In: DiárioDigital

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Afeganistão: Soldados matam 50 talibãs

Soldados afegãos e da NATO mataram cerca de 50 combatentes talibãs e cercaram outros 250 perto da cidade de Kandahar, no sul do país, indicou hoje a polícia local.
Também se registaram confrontos no leste, no oeste e no norte do país, e os insurrectos concentraram-se em grande número pelo menos numa outra região, num aparente recrudescimento da violência.
Combatentes dos talibã entraram no distrito de Arghandab, a apenas 12 quilómetros de Kandahar, na semana passada, depois da morte natural de um líder tribal pró-governo na zona, há duas semanas, que deixou a região desprotegida.
O exército afegão e os soldados da ISAF (Força Internacional de Assistência à Segurança), liderada pela NATO, lançaram uma operação esta semana para retomar o controlo da área, disseram autoridades locais.
Cerca de 50 membros dos talibãs foram mortos na zona de Arghandab desde segunda-feira, e pelo menos 25 ficaram feridos, mas permanecem no local entre 200 e 250 insurrectos, segundo a polícia de Kandahar.
Depois da derrota para as tropas lideradas pelos EUA em 2001, os talibãs reagruparam-se - segundo analistas - e voltaram a lançar a insurreição há dois anos.
Nos últimos dois anos, cerca de 7.000 pessoas morreram nos confrontos no Afeganistão.


In DiárioDigital

Governo reduz tropas no Afeganistão

O ministro da Defesa Nacional anunciou esta quarta-feira uma redução, a partir de Agosto de 2008, do contingente português no Afeganistão, onde ficarão um avião C-130 e uma equipa de 15 militares que dará formação ao exército afegão.
O anúncio foi feito por Nuno Severiano Teixeira numa reunião da comissão parlamentar de Defesa, hoje à tarde, em que fez um balanço das missões militares no estrangeiro, anunciando que se mantêm sem alterações no Kosovo e no Líbano.
Portugal tem actualmente 162 militares no Afeganistão, a segunda missão mais numerosa de todas as forças nacionais destacadas depois do Kosovo (298).
Até final do ano, irão manter-se no Afeganistão com tropas pára-quedistas e de apoio de serviços, assim como uma equipa de controlo aéreo táctico da Força Aérea.
Em declarações aos jornalistas, Nuno Severiano Teixeira afirmou que esta alteração de tipo de forças resulta «da evolução da situação» e da «tendência das necessidades» da NATO - formação do exército afegão e o transporte aéreo.
O ministro afirmou que esta mudança nas forças portuguesas resulta dos «princípios de rotação e das necessidades» da Aliança Atlântica, que chefia uma força multinacional no Afeganistão - a ISAF.
Esses princípios permite aos «Estados que tenham tido maior empenhamento em zonas de maior dificuldade, como é o caso de Portugal, possam fazer uma mudança das suas tropas», afirmou.
O ministro não exclui que Portugal volte a enviar mais tropas para o Afeganistão, afirmando que «nada está excluído».
O Governo garante ainda a compra de material necessário à protecção dos militares portugueses, como inibidores de frequência e viaturas blindadas.
Para o ministro, esta redução não é motivada por uma questão financeira, garantindo que «os custos estão assegurados para esta solução» no Orçamento de Estado do próximo ano.
No orçamento estão previstos 58 milhões de euros para as missões militares no estrangeiro, a mesma verba prevista para 2007.
As forças armadas portuguesas têm actualmente mais de 650 militares em missões externas, sendo o contingente mais numeroso o do Kosovo (298), seguindo-se o Afeganistão (162) e Líbano (142).
Segundo dados do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), missões mais pequenas estão também em Timor (4), Bósnia-Herzegovina (14), Iraque (9), Sudão (1) e República Democrática do Congo (2).
Desde hoje, e nas próximas seis semanas, cerca de 40 militares da Força Aérea estão a assegurar o policiamento aéreo nos três países báltico - Letónia, Estónia e Lituânia.

Diário Digital / Lusa

sábado, 27 de outubro de 2007

Paquistão: Militares decapitados em público

Quatro militares paquistaneses foram decapitados ontem, após terem sido capturados durante violentos combates entre o Exército do Paquistão e partidários de um líder religioso de Swat, noroeste do país, anunciou este sábado uma fonte oficial.
De acordo com Badshah Gul Wazir, um responsável local, os soldados foram decapitados em público perto da cidade de Marra.Os oficiais foram capturados pelos combatentes islamitas partidários de Maulana Fazlullah, um chefe religioso que lidera uma campanha a favor da adopção de leis favoráveis aos talibãs.


In: CorreiodaManhã

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Militares e polícias acreditam estar sob escuta

Associações profissionais de militares e da PSP garantem ter "fortes suspeitas" de estarem a ser alvo de escutas telefónicas, relatando episódios "estranhos" e "demasiadas coincidências". Tal como Pinto Monteiro, também eles ouvem "barulhos estranhos" nos telemóveis.
"Temos indícios muito fortes que nos permitem afirmar com segurança que os nossos telemóveis estão sob escuta" garantiu o vice-presidente da Associação Nacional de Sargentos, sargento-mor, David Pereira, ao Público.
Também o coronel Tasso de Figueiredo, secretário-geral da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), assegura que, "nalguns momentos e pelas mesmas razões invocadas pelo senhor procurador-geral da República, tivemos a suspeita de que os nossos telefones móveis ou fixos estariam sob escuta."
Segundo o mesmo jornal, há já militares que, antes de iniciarem uma conversa telefónica, perguntam: "Já cumprimentou os ouvidores?".
Também na PSP há um clima de desconfiança sobre este tema, onde se verificam "demasiadas coincidências e anomalias" a afectar os telefones pessoais de dois dos presidentes de sindicatos, e de outros sindicalistas.
O presidente do Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP) acredita que há uma polícia secreta, sedeada em Belas, detentota de equipamento que pode efectuar escutas ou simplesmente escutar conversações e identificar o local de origem das chamadas, desde 1999.
Aliás, António Ramos lembrou ao Público o facto de ter ainda um processo pendente "por ter denunciado a existência, dentro da PSP, de uma espécie de polícia secreta, a qual foi desmantelada há cerca de dois anos, mas que, actualmente, estará a ser reactivada", garante.
"Acredito, por experiência própria, que a PSP escuta os seus próprios funcionários, sobretudo os sindicalistas, tal como acredito que agora [desde que o procurador-geral da República levantou a suspeita das escutas ilegais] essas escutas tenham deixado de ser feitas", disse, por sua vez, Armando Ferreira, presidente do Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol), ao mesmo jornal.
Também o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Paulo Rodrigues, refere que "há indícios, nos telemóveis, que são estranhos", reconhecendo ainda a existência, na PSP, de equipamento para efectuar escutas .

'Não há escutas ilegais'
O director da PJ, Alípio Ribeiro garantiu ontem que não se fazem, em Portugal, escutas ilegais. As escutas em Portugal "são judiciais e não administrativas, como acontece noutros países", pelo que dependem sempre da vontade das magistraturas. "A PJ é intermediária" do processo, acrescentou, desmistificando a ideia que a Polícia "carrega num botãozinho para fazer escutas telefónicas". Referindo-se a alegadas escutas ilegais, Alípio Ribeiro foi peremptório: "Não há".

'PGR vai ao Parlamento daqui a 15 dias'
A audição do Procurador-Geral da República com carácter de urgência foi aprovada pelo PS, PSD, PCP, CDS-PP e BE na Comissão de Assuntos Constitucionais e deverá ser marcada para daqui a cerca de quinze dias, coincidindo com a semana do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2008. Pinto Monteiro vai ao Parlamento prestar esclarecimentos sobre as suas declarações relativamente às escutas telefónicas.

In:

Paquistão: Atentado bombista mata soldados

Um atentado bombista ocorrido esta quinta-feira na região noroeste do Paquistão causou a morte a pelo menos 18 soldados e feriu outros 25, anunciaram fontes militares.
O atentado, ao que tudo indica provocado por um engenho explosivo colocado junto a uma estrada, registou-se perto da cidade de Mingora, no vale de Swat, uma região onde a organização terrorista Al-Qaeda conta com apoios.
O engenho explosivo deflagrou à passagem de um camião do Exército que transportava munições e forças paramilitares que vigiam a fronteira com o Afeganistão.

In: CorreiodaManhã

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

«Houve mesmo uma guerra»

O documentário de Joaquim Furtado colocou o dedo na ferida e «avivou a memória» dos portugueses. Foi mesmo uma guerra e não houve só tiros, pois produziu entre 12 a 15 mil deficientes. Ex-combatentes dizem que documentário reproduz a verdade histórica. E mostra que militares «cumpriram a sua missão de forma digna».
A realidade é a mesma, o passado não mudou de repente, e as memórias, essas, vão e vêm, mas nunca desaparecem. Mas depois há vários pontos de vista, várias perspectivas dos factos, vários conceitos do que foi a Guerra Colonial ou a Guerra do Ultramar ou Guerra de Libertação. O documentário «A Guerra», assinado por Joaquim Furtado, que ontem estreou na RTP, teve, pelo menos, o mérito de mostrar que «houve, na verdade, uma guerra», para «avivar a memória».
«Joaquim Furtado fez o comunicado do 25 de Abril no Rádio Clube Português e, agora, fez outro comunicado ao País. Só por isso tem de ser reconhecido», sublinha José Arruda, presidente da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, em declarações ao PortugalDiário.
E como todas as guerras, continua este ex-combatente, «não houve só tiros. Há questões humanas. Esta guerra produziu entre 12 a 15 mil deficientes que deveriam ter direito a uma indemnização, uma reparação moral».
José Arruda lembra que os jovens portugueses que participaram nesta guerra foram obrigados, porque tinham de cumprir o serviço militar obrigatório: «Nós fomos todos enganados, arrancados às famílias, estávamos sozinhos».

«Aproxima-se da verdade histórica»

O general Joaquim Chito Rodrigues, presidente da Liga Portuguesa dos Combatentes, em declarações ao PortugalDiário, realça o facto de o documentário de Joaquim Furtado se aproximar da «verdade histórica, ouvindo os interveninentes e apresentando factos concretos».
A esperança deste militar é que «daqui resulte a prova de que as forças armadas, durante 13 anos, cumpriram a sua missão de forma digna». Há muitas leituras da História na sociedade portuguesa, diz, e «quando se faz uma abordagem ouvindo as duas partes e pondo de parte as questões ideológicas, resulta num trabalho de informação. Até para os portugueses mais jovens, que não viveram esse tempo».
Os historiadores estrangeiros têm passado uma ideia errada das forças armadas, sublinha Joaquim Chito Rodrigues, e «era importante que se conhecesse a verdade do comportamento geral destes homens numa guerra que foi de defesa das populações e de combate com outras forças que nos combatiam com armas».
As forças armadas, continua este militar, «não perderam a guerra, foram os políticos e isso não está suficientemente claro. A sociedade portuguesa acusa os militares de terem feito a guerra pela guerra, mas foram os políticos que a fizeram». Este documentário, acredita Joaquim Chito Rodrigues, vai provar isso.

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In: PortugalDiário

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Paquistão - Benazir Bhutto teme novos atentados

A ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto pediu hoje ao governo de Pervez Musharraf mais meios para a sua protecção, após o ataque contra a sua caravana que fez hoje pelo menos 139 mortes e 400 feridos, em Carachi.
«Sei que há outros ataques planeados contra mim e confio que o governo fará tudo o possível para que não se materializem», disse Bhutto numa conferência de imprensa numa sala da sua residência de Carachi, sul do Paquistão.
Apesar de realçar que não culpa o governo pelo ataque, a antiga chefe de governo disse que «sabia que ia haver um atentado» e que entregara uma carta ao presidente paquistanês, general Pervez Musharraf, em que dava conta do perigo e indicava os nomes de três pessoas que deveriam ser investigadas se algo lhe acontecesse.


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In: PortugalDiário

Irão diz que EUA preparam terreno para III Guerra Mundial

O Irão rejeitou hoje a recente declaração do presidente dos EUA, George W, Bush, sobre o plano nuclear iraniano e considerou que os EUA é quem está a «preparar o terreno para uma III Guerra Mundial, com a sua arrogância e planos expansionistas».
O discurso oficial de sexta-feira do ayatola Ahmad Khatami, considerado o porta-voz oficial do país, comentava assim a declaração de Bush de quarta-feira, na qual pedia que a comunidade internacional impedisse a obtenção pelo Irão dos «conhecimentos suficientes para fabricar uma arma nuclear», se queriam evitar uma terceira guerra mundial.
«Se há um perigo que ameaça a paz e a segurança mundiais, este seria a política arrogante e expansionista dos dirigentes norte-americanos e seus arsenais nucleares», disse Khatami.
«O mundo deve saber que o problema não é o Irão, e que deve fazer frente aos planos da América (EUA). Caso contrário, todo o mundo sofrerá as consequências», acrescentou Khatami, um dos importantes membros do Conselho de Especialistas, que tem o poder de nomear e destituir o líder supremo do Irão.
In: DiárioDigital

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Parlamento turco aprova ofensiva militar no Iraque

O parlamento turco aprovou esta quarta-feira, por uma esmagadora maioria, a autorização governamental para uma ofensiva militar no Iraque, com o objectivo de desmantelar bases da guerrilha separatista do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
A aprovação a esta operação é válida por um ano e não é impeditiva de iniciativas nomeadamente diplomáticas para resolver o problema por via não militar, envolvendo Ancara, Bagdad e Washington.
A autorização governamental foi aprovada por 507 votos a favor, contra 19.
Recorde-se que o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, propôs ao início do dia uma operação militar conjunta com a Turquia, numa altura em que o Iraque se esforça para evitar uma incursão militar turca contra os rebeldes curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdsitão (PKK) no Norte do território iraquiano.
“Dêem-nos outra oportunidade, ou avancemos com uma operação conjunta se necessário”, afirmou o primeiro-ministro iraquiano, citado pela estação de televisão CNN Turca. A declaração do chefe do governo iraquiano terá sido proferida numa conversa telefónica com o seu homólogo turco Recep Tayyip Erdogan, de acordo com a mesma televisão, contudo não teve ainda confirmação oficial.
Ancara acusa os curdos iraquianos de fornecer ao PKK armas e explosivos e acusa Bagdad de não fazer o suficiente contra esta organização considerada terrorista pela Turquia, EUA e União Europeia.
O Parlamento turco tem em discussão a aprovação de uma moção que deverá autorizar o Exército turco a intervir no Norte do Iraque para agir contra o PKK, que desde 1984 luta contra o poder central de Ancara.
Entretanto, face ao aumento da tensão na região, o Secretário-geral da NATO, Jaap de Joop Scheffer, apelou ao presidente da Turquia, Abdullah Gul, para que evite uma eventual intervenção armada na zona de fronteira com o Iraque. A possibilidade de uma acção militar nesta importante região de produção petrolífera está também a agitar os mercados financeiros com o preço do petróleo a disparar.
O presidente norte-americano, George W. Bush, apelou também ao governo turco para não realizar incursões militares no Curdistão iraquiano, considerando que não é do melhor interesse de Ancara enviar tropas para o Iraque.
Em conferência de imprensa, o presidente dos EUA declarou que “dizemos de maneira muito clara à Turquia que não pensamos que seja do seu interesse enviar tropas para o Iraque”.
Bush considerou ainda “contraproducente” a resolução apresentada ao congresso dos EUA, visando reconhecer um genocídio arménio sob império otomano, no início do século XX.
In: CorreiodaManhã

Bush adverte para terceira guerra mundial

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), George W. Bush, advertiu esta quarta-feira os líderes internacionais para que impeçam o Irão de se dotar da arma nuclear, se quiserem “evitar a terceira guerra mundial”.
Durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, Bush recordou que “temos um dirigente iraniano que anunciou que desejava destruir Israel”. As declarações do presidente norte-americano surgiram na sequência de uma advertência russa contra qualquer acção militar visando o programa nuclear do Irão.“Foi por isso que disse: se quiserem evitar uma terceira guerra mundial, acho que deveriam tentar impedi-los de obter os conhecimentos necessários para fabricar a arma nuclear”, avisou.Já quanto à Coreia do Norte, Bush advertiu que “haverá consequências” se Pyongyang não respeitar os seus compromissos em matéria de desmantelamento dos seus programas nucleares.
In: CorreiodaManhã

terça-feira, 9 de outubro de 2007

FÉRIAS

BLOG TEMPORARIAMENTE PARADO POR MOTIVO DE FÉRIAS
ATÉ BREVE